Colocaram-me no nível B2.2, o que realmente me surpreendeu. Recentemente, dentro da União Europeia, houve uma reorganização dos níveis para estudar um idioma como língua estrangeira. Criaram três grandes divisões, com dois subníveis cada (A1, A2, B1, B2, C1, C2). Para cada um deles, foram determinados padrões genéricos que o estudante deve saber, que valem para qualquer idioma -- por exemplo, saber se expressar sobre temas abstratos. Claro que quem detalha isso são os institutos e órgãos oficiais de ensino dentro de cada país, mas as diretrizes foram uniformizadas.
Enfim, o B2.2 seria o último nível do intermediário, antes de entrar no superior C. Como estou fazendo só por diversão mesmo, espero que isso não implique em um grande esforço.
Ainda não deu para conhecer direito a turma, mas já vi que tem gente de vários lugares, como Itália, Estados Unidos (aliás, os campeões de matrículas no Goethe, pelo que a diretora falou), Suíça, Romênia, França. O mais diferente, na minha opinião, é uma menina do Azerbaijão, que olha tudo meio assustada. Achei bizarrinho. Também deu para ver que há aqueles nerds chatos que querem responder tudo o que a professora pergunta. Saco.
A professora pareceu-me boa, mas não corrige muito o que a gente faz, é muito no "você se vira". A aula, aliás, é meio corrida, até porque é um mês só, intensivo. De qualquer forma, o Goethe oferece vários passeios, palestras, visitas etc, ou seja, muitas atividades para gente desocupada como eu. Hoje mesmo, depois da aula, houve uma palestra básica sobre como se virar em Berlim, dicas de museus, teatros, baladas... muita coisa eu já sabia (até por estar aqui há três semanas), mas também tinha coisa de que eu nunca tinha ouvido falar. Como um restaurante de comida vegetariana moderninho escondido no Mitte. Ou uma balada que mistura música clássica com DJ (essa eu quero ver!)
Aliás, depois de quase um mês aqui, estou com uma impressão engraçada. Quando estou dentro de casa ou passando pelos locais por onde vou quase todos os dias, nem me sinto mais num outro país, numa cidade como Berlim. Talvez seja a rotina, que se estabelece em qualquer lugar, sempre, e nos faz acostumar com o que era até outro dia diferente. Às vezes preciso me obrigar a fazer um programa diferente, a conhecer um lugar onde ainda não fui, para voltar a ter aquela sensação de que estou numa cidade que pouco conheço.
hummm, já tá ficando "lokau", né?
ResponderExcluirbem feito. quem mande ser cedeefe... agora, vai ter que estudar alemão nas férias!!! rararara!
(tá. é pura inveja minha... não liga!)
bjs
Esse sentimento de irmos a cada dia pertencendo ao lugar é libertador. A sensação de estar perdido começa a deixar o corpo e o simples fato de pegar um ônibus, coisa tão diversa pra nós, começa a parecer antigo, fazendo sentido. Engraçado como a vida pode ser acolhedora em qualquer lugar do mundo. Basta estar disposto, entregue e como diz nossa Clarice Lispector muito distraído. Aliás, na distração é que nos são dadas as melhores surpresas.
ResponderExcluirTe amo!