
Semana passada recebi aqui no meu apê a visita do querido amigo Márcio, aí de Brasília. Antes de eu vir ele já estava cogitando em passar alguns dias aqui, já que ele passaria quase vinte dias viajando com o pai na Itália, e poderia estender um pouco mais as férias para me visitar. Fiquei feliz que deu certo, pois sua visita foi como matar um pouco as saudades de Brasília e de todos aí.
Ele chegou na terça, e fui buscá-lo no Tegel (um dos aeroportos de Berlim). Ele disse que não precisava, e cheguei a passar o endereço aqui de casa para ele pegar um táxi, mas acabei me decidindo por ir até lá recebê-lo, já que ele chegava pouco depois do término da minha aula no Goethe.
Buscar é uma maneira de expressar-me, pois eu fui de metrô e ônibus e viemos para casa de táxi. Lembrei-me de que quando visitei a Mariana na Austrália e a Martha em Genebra, ambas foram me receber no aeroporto, e acho que isso, para quem chega em outro país -- ainda mais quando não se fala a língua local -- é uma delicadeza muito bem vinda. Tem coisa mais legal do que chegar no aeroporto, cansado depois da viagem, e ver um rosto conhecido nos esperando? Acho que deveríamos fazer mais isso.
Além disso, enquanto eu esperava ele sair do portão, fiquei observando as demais pessoas que estavam esperando outros passageiros. Havia pais com crianças, como uma linda menininha que foi com o pai esperar a mãe, um buquê de flores numa mão e um desenho feito por ela na outra. Gente com cachorro que não parava de latir assim que viu o dono. Gente que se abraçava longamente, que segurava bebês que ainda não conheciam, que saía correndo mal o portão se abria. Fiquei muito feliz em ter resolvido ir buscar o Márcio e ter visto tudo aquilo. É bom ver que a atitude das pessoas nessa hora é mais ou menos a mesma, seja na sisuda Alemanha, seja no Brasil.
Depois de vinte dias na Itália, Márcio estava meio cansado de monumentos. Mesmo assim fiz um rápido city tour com ele, mostrando os principais pontos. Ele ainda conseguiu visitar dois museus, enquanto eu estava na aula. Saímos bastante, espero que ele tenha se divertido antes de voltar ao batente. E quanto ele foi embora ontem, senti uma pontinha de inveja. Inveja por ele estar voltando para o Brasil e eu ficando. Mas não há de ser nada, pois os próximos dois meses hão de passar rápido.
Acima: eu e Márcio na Tauentzienstraße, com a Gedächtniskirche ao fundo.
Oi Ti,
ResponderExcluirFiquei meio preocupada com o finalzinho do seu comentário... Imagino o que é morar sozinho em outro país, mesmo que temporariamente. A saudade e a angustia são naturais... Mas tomara que pelo menos a angústia passe rápido para que você não ache que esses dois meses que restam precisam passar rápido, e sim que eles precisam demorar o tempo necessário para você aproveitar ao máximo essa experiência! Saudades! Te amamos! Bjs!
Aline
Tiago!!
ResponderExcluirMeu lindo...
Só no sábado soube onde e por quanto tempo estaria longe de casa. Fiquei com uma inveja muito boa, de você! Dessa rica experíência, sei que vai tirar daí o melhor proveito e vai deixar sua marca linda e generosa
Volta logo e faz um jantarzinho bem gostoso p/ contas as novidades de lá... Beijo grande e muito, muito carinho meu!! Amo demais... Tia Cris
"A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"
(VERDADEIRA ARTE DE VIAJAR - Mario Quintana)
Nossa, Tiago, agora que o tempo me permitiu revisitar seu blog me surpreendi com o texto.
ResponderExcluirSaiba que a viagem a Berlin foi uma das mais divertidas em muito tempo. Se vc teve alguma vontade de retornar ao Brasil saiba que minha vontade de ficar aí com vc foi maior! :)