sexta-feira, 17 de abril de 2009

Nikolaiviertel, Gendarmenmarkt e a bicicleta presa

Hoje, apesar do clima meio feio que se instalou à tarde, resolvi fazer mais um de meus passeios de bicicleta pela cidade, flanando sem destino. Quer dizer, tracei mais ou menos um percurso e saí pedalando.

Atravessei a ponte em frente ao meu apê (a tal Jannowitzbrücke, que dá nome ao metrô aqui do lado) e vi onde fica a Embaixada Brasileira em Berlim, na área do Märkisches Museum -- aliás, ela fica ao lado da Embaixada Chinesa! É um prédio moderno, com colunas estilo metálico e brises coloridos. Achei que faz jus ao modernismo brasiliense.

De lá saí e entrei na parte sul da ilha do Spree (o rio que corta Berlim), onde fica também, mais ao norte, aquela área de museus conhecida como Museum Insel. De lá cheguei a uma área que não havia conhecido na minha primeira vez na cidade: o Nikolaiviertel, um quarteirão com ares medievais. OK, o Lonely Planet diz que é tudo fake, foi construiído nos anos 80 pelo governo comunista para celebrar os 750 anos de Berlim. Mas é uma graça entrar naquele local, no meio do caos urbano, e ter a impressão de estar numa dessas cidadezinhas medievais do interior da Alemanha.

Depois passei pelo Gerndarmenmarkt, uma outra área que não havia visitado ainda. É uma praça imponente, com duas igrejas quase iguais, uma de cada lado, e uma sala de concertos no meio. Em volta, é a nova área glam de Berlim, com aquelas butiques básicas tipo Louis Vuitton, Gucci et al, além de hotéis e restaurantes bacanudos. Quem sabe com a visita de um de vocês eu não me animo a fazer um momento Mastercard num deles -- tipo o Vau (http://www.vau-berlin.de)?

Infelizmente como a luz não estava favorecendo, não tirei fotos. Mas prometo voltar depois com dia azul e fazer algumas fotos para colocar aqui.

A parte ruim do passeio: parei numa loja grande de livros e CD daqui, para procurar um presentinho para a Julia, como forma de agradecer as gentilezas que ela me fez. Acabei comprando um CD da Céu, como o que minha irmã me deu antes de vir, que é ótimo e é tipicamente brasileiro, sem apelar pro sambão. Havia prendido a bicicleta num daqueles canos próprios para isso; na saída, vi que um imbecil havia colocado a bicicleta dele do outro lado e prendido a minha junto no cadeado dele. Que ódio! Esperei cinco minutos, resolvi desencanar e ir jantar em algum lugar perto. Na volta o energúmeno já tinha saído. Mas se eu estivesse com papel e caneta ali teria deixado um bilhetinho bem desaforado para ele, ah se tinha!

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