sábado, 18 de abril de 2009

Indo à academia

Hoje comecei a ir à academia aqui. Academia é mais ou menos a mesma coisa em qualquer lugar do mundo, acho eu. O preço, afinal, não é muito diferente do que a gente paga no Brasil. E não é muito longe daqui de casa, com a bicicleta em cinco minutos estou lá. A localização é até interessante, para uma academia: é bem debaixo da torre de TV da Alexanderplatz.

O instrutor que colocaram para me atender estava perdido, coitado; parecia que mal sabia o que estava fazendo. Não tem jeito; depois de sete anos em academia, a gente acaba ganhando um pouco de know-how a respeito. Ele quer, por exemplo, que eu faça o treino todo, com todos os músculos, todos os dias em que eu for à academia. Claro que não vai rolar: o músculo precisa de um repouso para recuperar-se e crescer. Mentalmente já dividi meu treino em dois, e assim vou fazê-lo.

Também a comunicação entre nós estava daquele jeito. Pedi para ele falar em inglês, mas mesmo assim as explicações ficavam meio tabajara. Anyway, olhar uma explicação de como se faz um crucifixo, depois de anos fazendo aquilo, tentando fazer cara de interesse, exige realmente muito esforço. De qualquer forma, já tenho uma série básica para tentar manter a forma por aqui; e sempre dá para dar uma incrementada com o que eu já sei depois desses anos todos.

Alguns detalhes bizarros: no meio do treino, pedi para beber água. E quem disse que eu achava bebedouro? Simplesmente não tem: ou você leva sua própria garrafinha, ou você compra água ou algum isotônico que eles vendem lá. Legal, né? Uma academia sem água de graça para os alunos. Já separei uma garrafinha de água mineral para levar, que eu vou encher devidamente na pia do meu apê.

Devo comentar também, com um pouco de maldade, que a cecília estava rolando solta no ambiente. Será que essas pessoas não passam um desodorante antes de ir malhar? Como dizia a Barbara Gancia, colunista da Folha, economizar no desodorante não pega bem nem no Carandiru. Enfim, é melhor eu me acostumar; ficar sem malhar por causa da falta de higiene alheia é que não vai dar.

5 comentários:

  1. Gente, o pior é que nem dá para saber de quem é para sair de perto, né? Nojinho!

    Beijos, Ju

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  2. Ha ha ha! Gringo é isso, meu querido: fendetina geral! Acho que essa nossa herança indígena de deitar e rolar na água é exceção, viu! Bj sabor REXONA!!!
    MARIS

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  3. Ainda bem que eu tenho o olfato péssimo.
    Pergunta lá se tem plano semanal que eu vou te ajudar no supino uns dias. :)

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  4. Gente!! Pelo menos tem aquele vidrinho de álcool pra vc burrifar quando um desses fedidos saem do aparelho que vc vai usar? Ai, ai, ai... eu com minha frescura e mania de higiene iria levar não só a garrafinha de água, mas um litro de Veja ultra-super-vega-power! rssss

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  5. Isso é cultural, honey. No meio gay, aliás, cheiro de macho é muito mais valorizado do que perfuminho (pelo menos em Berlim e Paris).

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